A propagação da banda larga é estratégia para o desenvolvimento de negócios, e de inclusão digital.
Até aí, ninguém discorda. os problemas surgem quando entra em pauta a discussão sobre as melhores soluções para vencer os obstáculos que atrapalham o desenvolvimento da internet rápida no Brasil.
O discurso das operadoras de telefonia bate na tecla de que uma medida fundamental é a redução de impostos do setor de telecomunicações. Assim, seria possível diminuir o custo do serviço, o que atrairia mais usuários – hoje, o País conta com cerca de 18 milhões de assinantes de banda larga, dos quais aproximadamente 12 milhões usuários de internet fixa e 6 milhões a móvel.
Sem revelar detalhes, o órgão governamental já tem pronto seu plano nacional de banda larga, que deve ser anunciado em novembro. “O projeto está sendo apresentado agora para as operadoras, para que elas façam suas observações”.
O Ministério das Comunicações deu hoje o primeiro passo para a realização da licitação de licenças para operar serviço de telefonia e de internet banda larga na zona rural ao publicar, no Diário Oficial da União, uma portaria que institui o Programa Nacional de Telecomunicações Rurais. Na terça-feira passada, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, já havia antecipado o texto da portaria, determinado que os serviços comecem a ser prestados já no próximo ano.Toda a área rural brasileira, onde vive cerca de 20% da população do País, deverá ter cobertura dos serviços em até cinco anos, de acordo com a portaria. O governo não marcou data para o leilão das licenças, mas a estimativa é de que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) promova a licitação ainda neste ano. Costa disse na terça-feira que a intenção do governo é a de cobrar menos pela licença e, em contrapartida, as empresas que vencerem o leilão terão de se comprometer a levar internet gratuita a todas as escolas públicas rurais da sua área de atuação enquanto durar o contrato. Ao todo, existem 90 mil escolas rurais no Brasil.